segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FST-7 (Fascia Stretch Training – 7) – Parte I

*Ao final da leitura, você encontrará um link para download do vídeo relacionado ao FST-7
FST-7 é um princípio de treinamento criado por Hany Rambod, the Pro Creator. Ele vem utilizando este princípio de treinamento há muitos anos exclusivamente com seus atletas para criar físicos campeões.
FST-7 é um sistema de treinamento que eu criei depois de anos de pesquisa e uma grande dose de tentativa e erro com muitos clientes. FST significa Treinamento de Alongamento da Fáscia, e o “sete” se refere as sete séries realizadas no exercício final de um grupo muscular alvo. Meus clientes usam esse sistema para o crescimento global e, especialmente, para melhorar grupamentos “teimosos”, que aparentemente não respondem a qualquer outra coisa que a pessoa tinha tentado.
Phil Heath, Hany Rambod e Jay Cutler
A Fáscia limita o crescimento muscular?

Existem três tipos de fáscia no corpo humano, mas o tipo com o qual os bodybuilders devem se preocupar é fáscia profunda. Este é um tecido conjuntivo fibroso denso que interpenetra e rodeia os músculos, ossos, nervos e vasos sanguíneos do corpo. A alta densidade de fibras de colágeno é o que dá a fáscia profunda a sua força e integridade. A quantidade de fibras de elastina determina quanto de extensibilidade e elasticidade ela terá. Em outras palavras, alguns de nós temos uma fáscia mais espessa e resistente do que outros. A maioria dos bodybuilders geneticamente abençoados tem uma fáscia mais fina, razão pela qual os seus músculos parecem ser maiores e mais completos, com aquele aspecto “arredondado” que todos os fisiculturistas cobiçam. Ronnie Coleman e Phil Heath seriam dois exemplos de indivíduos abençoados com fáscia fina. Seus músculos se expandem com mais facilidade. Pense nisso em termos de que é mais fácil de encher um balão do que uma garrafa “pet”.
Jay Cutler e Nasser El-Sonbatty são dois homens que têm, claramente, uma fáscia mais espessa.
Isso não os impediu de construir uma massa muscular significativa, obviamente, mas nenhum dos dois jamais teve músculos com aquela aparência de “Cartoon”. Mesmo assim, a maioria dos fisiculturistas tem uma fáscia ainda mais espessa do que a desses dois campeões. Em um esforço para expandir sua fáscia e permitir que o crescimento ocorra, alguns se optam pelo Synthol e outras substâncias que são injetadas profundamente no ventre muscular. Alguns consultores, principalmente os online, defendem que esta é a única solução e deve assim ser feito. Eles irão também dizer e insistir que todos os Pró’s utilizam Synthol e injeções localizadas de óleo, mas eu posso assegurar que não é verdade. Synthol e produtos relacionados são substâncias estranhas ao organismo, e você nunca pode ter certeza de como eles serão metabolizados. Estamos começando a ver problemas de saúde em diversos fisiculturistas e muitos são, provavelmente, relacionados a substâncias injetáveis. Sim, você precisa esticar a fáscia muscular para promover um crescimento ótimo, mas esta não é a maneira de fazê-lo.

Nota : Eu até poderia acreditar nestas palavras do Hany Rambod, mas depois de ver o que o Jay Cutler aprontou em seu bíceps esquerdo neste último Olympia (2011), acho a maior hipocrisia (Só lembrando que o Hany é treinador do Jay). 


Nem todos os alongamentos são iguais


Eu não sou a primeira pessoa a reconhecer a importância do alongamento da fáscia muscular. Primeiro foi John Parrillo, depois, mais recentemente, Dante Trudel do famoso DC Training incorporaram alongamentos extremos durante os treinos como parte de seus programas de treinamento. Eles tiveram a ideia certa, mas o alongamento da fáscia através do alongamento muscular não é o melhor método. O FST-7 é baseado no alongamento da musculatura de dentro para fora, através da volumização. Isto é alçado através da obtenção do maior “pump” possível durante o treinamento.

Eu ainda tenho que treinar pesado, ou posso simplesmente bombear os músculos com pesos leves?


Uma coisa que eu não quero é que ninguém interprete o FST-7 como sendo apenas bombeamento muscular. Este é apenas um componente. Acredito também que um músculo maior é um músculo mais forte, e você deve, sem dúvida nenhuma, treinar com pesos pesados ​​na faixa de 8-12 repetições. Eu tentei muitas variações de treinamento ao com atletas ao longo dos anos, mais leves e mais pesados, e descobri que ambos os tipos são necessários. Pesos pesados ​​irão construir espessura e densidade, mas eles não vão dar-lhe aqueles detalhes e aquele aspecto cheio. Da mesma forma, bombeando os músculos com pesos mais leves podem até lhe dar este aspecto, mas você nunca vai ficar com um tamanho muscular extremo sem treinamento pesado. Então você precisa se concentrar igualmente em maximizar tanto a sua força quanto seu “pump” para ver os melhores resultados. Aqui está um exemplo de um treino de bíceps no estilo FST-7, que mostra como incorporar ambos:

Rotina de Bíceps – Exemplo

  • Rosca Alternada 3 a 4 séries x 8-12 reps
  • Rosca Scott (Máquina) 3 séries x 8-12 reps
  • Rosca com Barra “W” 7 séries x 8-12 reps (descanso de 30-45 segundos entre elas, tempo apenas para tomar uma água)
Eu normalmente não gosto de usar repetições muito altas, porque muitas vezes você vai sentir cansaço geral e ficar com falta de ar antes de conseguir o máximo “pump” no músculo. Eu também não gosto que o peso seja tão pesado a ponto do atleta não conseguir executar pelo menos 8 repetições perfeitas, porque se assim for, o atleta passará a usar os músculos auxiliares para “roubar”, tirando do músculo-alvo a estimulação adequada. Você pode pensar nas 7 séries com explodir um balão. Mantemos os períodos de descanso relativamente curtos, porque, quando você “bombeia” o músculo, um pouco de sangue escapa naquele momento. Você pode pensar nisso como soprar um balão com um leve vazamento nele – mesmo que o balão esteja sendo inflado, um pouco de ar acaba escapando. A chave é construir o “pump” série por série, exponencialmente, de modo que ele atinge seu estado máximo no conjunto final. Mas atenção! Se os períodos de descanso forem muito curtos, você não terá energia suficiente para fazer justiça aos sete movimentos. Outra questão é se o peso deve ser constante durante os sete conjuntos. Pode ser, mas é perfeitamente possível reduzir o peso uma ou duas vezes caso necessário, a fim de conseguir executar o número adequado de repetições. Também pode haver momentos em que você precise aumentar o peso, mas isso acontece com menos frequência.

Quantas vezes eu posso treinar cada grupo muscular desta maneira?


De modo geral, este tipo de treinamento é muito traumático para os grupos musculares maiores para usá-lo mais de uma vez por semana. Devido ao grande volume de células musculares, a dor muscular tende a permanecer por um período maior, não permitindo exercícios mais frequentes.

Por exemplo, Phil Heath recentemente completou um treino de costas e sentiu dores por quatro dias. Uma vez que ele normalmente treina peito e costas duas vezes por semana em preparação para o Arnold Classic, ele teve que alterar este esquema um pouco. O montante mais elevado do que o normal de micro lesões musculares causadas pelo FST-7 necessita de um tempo de recuperação um pouco maior do que os protocolos de treinamento padrão. No entanto, grupamentos menores, como braços e panturrilhas certamente podem e devem ser treinados duas vezes por semana. Isto lhe dá o dobro de oportunidades para esticar a fáscia nestes grupos que normalmente são mais teimosos. Aqui está uma amostra de divisão de treinamento para solucionar esta questão:
  • Dia 1: Bíceps, Tríceps e Panturrilhas
  • Dia 2: Pernas
  • Dia 3: Descanso
  • Dia 4: Peito e Tríceps
  • Dia 5: Costas e Panturrilhas
  • Dia 6: Ombros e Bíceps
  • Dia 7: Descanso
Esta é uma divisão voltada para alguém com o objetivo de melhorar braços teimosos. Existem muitas outras variações, dependendo dos objetivos do atleta.

Quais exercícios são mais adequados para a série de “7”


Certos exercícios são mais adequados do que outros para a série de “7”. Os grandes e pesados movimentos compostos, tais como o agachamento e o levantamento terra não são boas escolhas, por duas razões. Por um lado, envolvem vários outros grupos musculares e não fazer um bom trabalho de isolar um músculo alvo. Além disso, eles exigem técnica e equilíbrio, que tendem a falhar quando se tenta realizar vários conjuntos em um tempo tão curto. Máquinas são uma boa opção em muitos casos, porque elas o mantém em um plano fixo de movimento e, assim, torna-se mais fácil isolar um determinado músculo. Máquinas com cargas de placas também são muito convenientes quando se necessita aumentar ou diminuir a resistência (peso) conforme a necessidade. Aqui estão algumas sugestões de exercícios que eu acredito que funcionam muito bem:
  • Para largura das costas: Pullover Machine ou Puxada Frontal
  • Para espessura das costas: Máquina de Remada Sentado com apoio para o peito
  • Peito: Pec Deck ou Crossover
Acho que o Pec Deck com apoio nos cotovelos geralmente funciona muito bem para atletas mais baixos, enquanto as máquinas “Pec Flye”, com pegadas nas mãos (mais aberto) parece ser melhor para os caras mais altos. Tente ambos – você saberá pelo “pump” e pela amplitude de movimento que você obtém, qual é a melhor escolha para você.
  • Ombros: Máquina de Elevação Lateral
  • Quadríceps: Cadeira Extensora ou Leg Press
  • Posteriores da Coxa: Cadeira ou Mesa Flexora
  • Bíceps: Rosca “W”, Máquina “Scott”, Rosca Direta com Cabos
  • Tríceps: Polia com Corda, Extensão com Cabos (atrás da cabeça), Rosca Testa (para atletas avançados)
  • Panturrilhas: Gêmeos em Pé e Sentado, Panturrilha no Leg Press (alternando entre os três exercícios)
Quando devo fazer o “7”?

O melhor momento para fazer o “7”’é no exercício final de um grupo muscular. Você não deve fazê-lo primeiro, pois isso reduziria seu desempenho nas séries mais pesadas, ​que também são um fator crítico na construção da massa muscular. Finalizar um treino com um grande “pump” é algo que muitos bodybuilders Top’s vêm fazendo instintivamente por anos, sem saber que eles estavam ampliando sua fáscia e maximizando o crescimento. Lembre-se, e exercício de 7 séries é feito no final de cada parte do corpo, então se você estiver trabalhando várias partes do corpo em um treino, você deverá fazer dois ou mais desses conjuntos de bombeamento prolongado.

Exemplo de rotina FST-7


Tríceps
  • Supino com pegada fechada – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Mergulho ou Dip Machine – 3 séries de 8-12 reps
  • Extensão com Cabos (atrás da cabeça) – 7 séries de 8-12 reps
  • Rosca Testa – 7 séries de 8-12 reps
Bíceps
  • Rosca alternada – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Máquina “Scott” – 3 séries de 8-12 reps
  • Rosca “W” – 7 séries de 8-12 reps
Quadríceps
  • Extensora – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Agachamento – 4 séries de 8-12 reps
  • Agachamento Hack ou Leg Press – 3 séries de 8-15 reps
  • Extensora ou Leg Press – 7 séries de 8-15 reps
Peito
  • Supino inclinado com halteres – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Crucifixo inclinado – 3 séries de 8-12 reps
  • Supino vertical ou Supino reto com halteres – - 3 séries de 8-12 reps
  • Pec deck ou Crossover – 7 séries de 8-12 reps
Ombros
  • Desenvolvimento com halteres – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Elevação frontal (com barra ou halteres) – 3 séries de 8-12 reps
  • Elevação lateral com halteres – 3 séries de 8-12 reps
  • Máquina de elevação lateral – 7 séries de 8-12 reps
Costas
  • Barra fixa pegada neutra – 3 séries até a falha
  • Puxador frontal pegada aberta – 3 séries de 8-12 reps
  • Remada curvada – 3 séries de 8-12 reps
  • Remada na máquina – 3 séries de 8-12 reps
  • Pullover (Máquina ou cabo) – 7 séries de 8-12 reps
Isquiotibiais
  • Mesa flexora – 3 a 4 séries de 10-15 reps
  • Stiff-leg deadlift – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Flexora unilateral – 3 a 4 séries de 10-15 reps
  • Cadeira flexora – 7 séries de 10-15 reps
Trapézios
  • Encolhimento com halteres – 3 a 4 séries de 8-12 reps
  • Encolhimento na máquina – 7 séries de 10-12 reps
A forma adequada consiste em inclinar a cabeça e o tronco ligeiramente para frente e encolher os ombros até a um ponto imaginário atrás das orelhas – não role os ombros, apenas levante. As repetições devem ser feitas lentamente, com ênfase em manter o ponto de contração máxima em uma contagem de um segundo completo.

Deltoides posteriores
  • Crucifixo invertido com halteres – 3 a 4 séries de 12-15 reps
  • Pec deck inverso – 7 séries de 10-15 reps
Panturrilhas
  • Gêmeos em pé vitela – 4 séries de 10-12 reps
  • Gêmeos sentado – 4 séries de 15-20 reps
  • Panturrilha no Leg Press – 7 séries de 10-12 reps
Nutrição

Agora vamos explicar como estruturar a sua ingestão nutricional nas proximidades de seus treinos para garantir que seus músculos vão ter todos os nutrientes necessários para um “pump” fantástico, estendendo o tecido da fáscia e permitindo que o crescimento ocorra.
Nutrição Pré-treino: Preparando a “bomba”

Esperamos que a maioria de vocês compreenda a importância de uma refeição pré-treino sólida. Isto fornece ao corpo todas as matérias-primas necessárias para abastecer uma sessão de treinamento intensa e produtiva. Eu gosto que meus atletas façam no mínimo duas refeições sólidas antes do treino, e que contenham ambas proteínas magras e carboidratos complexos. A fonte de proteína pode ser frango ou peito de peru, peixe branco, ou até mesmo cortes mais magros de carne vermelha, como filé mignon ou patinho se houver um treinamento no final do dia. Boas fontes de carboidratos seriam aveia, batata doce ou arroz integral. Estes são todos os carboidratos de absorção lenta, que irão liberar energia gradualmente (ao contrário de frutas e outros açúcares simples que digerem muito rapidamente e podem deixar você com hipoglicemia durante o treino). Igualmente importante para a ingestão de alimentos é a hidratação adequada. Isto é particularmente aplicável a qualquer pessoa que utilize produtos termogênicos. A maioria destes tem um efeito diurético, o que significa que você precisa tomar cuidado e beber um pouco mais de água para compensar a perda de líquidos. Observe que eu disse: água, não refrigerante diet. Uma pergunta comum que eu vejo é quanto tempo antes do treino deve ser a minha refeição? De um modo geral, você deve acabar sua refeição cerca de uma hora antes do treino começar. A exceção seria no dia de pernas. Uma vez que o treinamento de pernas é tão metabolicamente exigente, a refeição pré-treino deve ser um pouco antes – eu diria 90 minutos. Estas são apenas diretrizes. Se você é do tipo de pessoa que fica morrendo de fome uma hora e meia depois de uma refeição limpa, você provavelmente não deve nunca deixar passar mais de uma hora entre a refeição pré-treino e o treino.

Se você digere a comida mais lentamente e/ou fica enjoado quando come muito próximo do treino, ajuste o seu calendário de refeição como preferir. Ficar longe de alimentos gordurosos ou açucarados também deve ajudar a evitar náuseas durante o treinamento.

Durante o treino


Durante o treinamento, a maioria das pessoas só precisa de muita água – cerca de um litro. Isso também depende do seu tamanho, quanto você tende a suar durante o treinamento, e do calor. Obviamente você precisa de mais água no verão, especialmente se você treina em um lugar como Gym MetroFlex que não tem ar condicionado, ou se você treina ao ar livre. Você pode até  usar um shake de  carboidratos ou uma bebida termogênica se você tende a “perder o gás” durante o treinamento, mas eles não substituem a água. Se você optar por ter uma dessas bebidas durante o treino, você também deve ter uma garrafa de água e alternar entre os dois para garantir a hidratação adequada. Eu não posso enfatizar isto com força suficiente, mas não há simplesmente nenhuma maneira de conseguir um grande “pump” se você não bebe bastante água antes e durante o treino. Como você sabe, o corpo humano e, especialmente, nosso suprimento de sangue é composto por mais de setenta por cento de água, por isso você precisa ter uma fonte constante para se manter hidratado.

Pós-treino


Dentro de 15-20 minutos após o fim do seu treino, se não imediatamente, é importante ingerir uma bebida para iniciar a recompensação e o processo de recuperação que, em última análise leva ao crescimento muscular. Uma fonte de proteína altamente bio-disponível, tal como o Whey Protein, juntamente com uma fonte de carboidrato rapidamente assimilado como a dextrose ou maltodextrina dão conta do recado. Se você é um hardgainer tipo ectomorfo, não tenha medo de misturar duas ou mais fontes de carboidratos juntos. Se você está tentando perder gordura ou você é simplesmente uma pessoa que ganha gordura muito facilmente, você deve ter cuidado na quantidade de carboidratos neste shake. Mesmo assim, você deve sempre incluir pelo menos alguns carbos neste shake, exceto no caso das fases finais de uma dieta pré-competição, para aqueles que estão se esforçando para perder os últimos vestígios de gordura corporal.

1-2 horas depois


Aproximadamente uma hora ou duas mais tarde, você deve ter outra refeição sólida com alimentos que devem ser similares aos da refeição pré-treino. Com a finalidade de melhorara a absorção, você deve manter baixo o teor de gorduras, especialmente gorduras saturadas. O horário desta refeição vai depender do tamanho do seu shake pós-treino, assim como de seu apetite. Obviamente você não poderá comer até que esteja com fome novamente. Se você está bebendo um shake grande e que te deixa “cheio”, você pode levar duas horas para que seu apetite volte o suficiente para permitir que você coma uma refeição sólida. Por outro lado, um shake mais leve deve digerir mais rápido e você deve, teoricamente, estar pronto para comer novamente em apenas uma hora mais tarde. Observe também que há uma tendência de um maior inchaço abdominal e gases associados com Wheys de menor qualidade Eles podem até ter um bom sabor, mas contêm grandes quantidades de lactose. Faça um favor a você mesmo e a seus entes queridos e compre um Whey melhorzinho…

Uma nota sobre sódio


Muitos bodybuilders têm em suas cabeças que o sódio é ruim para eles e devem ser evitados. Eles intencionalmente fazem dietas com um teor muito baixo de sódio durante o ano todo. No entanto, o “x” da questão é que você só precisa se preocupar com a ingestão de sódio nos últimos dias, pouco antes de uma competição, quando você está tentando eliminar a água subcutânea. Sem uma boa quantidade de sódio na dieta, você simplesmente não será capaz de conseguir o “pump”. Alguns de vocês podem ter experimentado isso quando competiram. Se você está tentando bombear o músculo, mas não ingeriram mais do que pequenas quantidades de sódio durante um par de dias, seus músculos estarão totalmente planos e sem resposta, mesmo que você esteja comendo carboidratos e bebendo um pouco de água. Então, se você sai e come um hambúrguer e batatas fritas depois do prejudging, seus músculos parecem magicamente inflar, e você é capaz de gerar um “pump” excelente para o show da noite! O sódio ajuda a transportar os carboidratos para os músculos, por isso, não tenha medo de colocar um pouco de sal na sua comida.

Na verdade, eu encorajo meus amigos a obterem sódio de condimentos como ketchup, mostarda, molho barbecue durante o off-season. Note que se um de vocês tem condições médicas tais como hipertensão ou diabetes que requerem que você opte por uma dieta baixa em sódio, sempre observe as diretrizes estabelecidas pelo seu médico ou seu nutricionista.

domingo, 30 de outubro de 2011

Treino AB off CD

Variar o treino é importante para sairmos do piloto automático, usar sempre os mesmos treinos faz com que nossos músculos se acostumem a eles e estabilizando o crescimento, assim como o treino push-pull, esta rotina que apresentamos é um treino simples e eficiente.
O treino consiste em treinar os grupos superiores em uma sessão, e no próximo dia treinar os grupos inferiores (incluindo o abdômen). É um treino focado nos exercícios básicos, construtores de massa.

A rotina proposta abaixo tem base em quatro treinos por semana, respeitando o intervalo de um dia de descanso para reparação dos tecidos (AB-off-AB). Você treinará a parte superior duas vezes na semana, e a parte inferior duas vezes também.

Rotina de treino superior

Exercicio Sessões Repetições Descanso
Supino reto 3 10-12 2 minutos
Barra fixa 3 à falha 2 minutos
Remada curvada 3 10-12 2 minutos
Desenvolvimento por trás 3 10-12 2 minutos
Rosca direta 3 10-12 2 minutos
Supino fechado 3 10-12 2 minutos

Rotina de Treino Inferior

Exercicio Sessões Repetições Descanso
Agachamento 3 10-12 2 minutos
Leg Press 3 10-12 2 minutos
Stiff 3 10-12 2 minutos
Flexor 3 10-12 2 minutos
Panturrilha em pé (Smith) 5 15-20 1 minuto
Abdominais 5 15-20 1 minuto
Antes de iniciar qualquer rotina de treinamento, procure sempre a opinião e orientação de um profissional. Somente ele poderá avaliar se o treino está ou não adequado a você, bem como orientar na execução correta dos exercícios. Este treinamento proposto possui exercícios de difícil execução, não sendo indicado para iniciantes.
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DICAS DE CICLOS PROFISSIONAIS

Ciclos Bulk

1-8 deca 400mg por semana aplicando segunda e quinta.
1-8 Testenat minimo 500mg por semana aplicando junto com a deca podendo ser na mesma seringa.
6-10- stanozolol aplicando dia sim dia nao 2mL ou tomando 2 caps de 8 em 8 horas
Esse stano é pra diminuir o efeito de retenção, fica bom assim


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Ciclo bulk seco curto

1-6 propionato de testosterona (testogar 1mL dsdn ou calestreme 2mL dsdn)
1-6 stano 2mL dsdn

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Bulk intermediário

1-10 cipionatode testosterona ( testoland ) 600mg por semana em duas aplicações
1-8 Deca 400mg por semana aplicando junto com o cipio
8-12 Stanozolol 2mL dia sim dia nao

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Ciclo cutting avançado

1-8 Enantato de testo, 600mg semana
6-10 stano injet
6-10 trembo life 75mg dia sim dia nao
                         
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Ciclo mesclado

1-8 Enantato de testosterona (TESTENAT LANDERLAN) 500mg por semana, aplicando 1mL seg e um mL quinta
1-5 Dianabol injetável ( GC  )aplicando dia sim dia nao 1mL
6-10  Stanozolol Landerlan tomar 2caps a cada 8 horas
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Voce precisará de:

4 frascos de testenat 250mg 
1 bujão de dianabol 30mL e 100mg por mL 
1pote de stanozolol 100caps 10mg 
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TPC, Toda da gc, aí eh outro frete mais fica frio.
R$130,00 mais frete
Duas semanas depois da ultima aplicaçao de enantato vc começa tomar assim:
TPC com terapia de SERMS:

dias 1 a 14 = 100mg de clomid(clomifeno) + 40mg de tamoxifeno por dia
dias 15 a 28 = 50mg de clomid(clomifeno) + 20mg de tamoxifeno por dia

Lembrando que a dieta sempre é primordial em qualquer ciclo, tanto de definição quanto de ganho de massa.
Dieta hipocalorica e hiperproteica geralmente é usada para ciclos de definição.
Dieta Hipercalorica e Hiperproteica usada para ciclos de ganho mássico.

NÃO HÁ COMO DEFINIR E CRESCER AO MESMO TEMPO
Aí vc me passa seu peso, idade, BF que monto sua dieta.
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Cutting perfeito

1-8 enan 600mg/sem aplicando segunda e quinta
1-2 fenil aplicando 0.5mL segunda-quarta-quinta
1-5 oxan 70mg/tsd
6-10 stan 100mg/dsdn
6-10 trembo 75mg dsdn

Anastrozol 1.0mg dsdn

Tomar oxan 8:00/16:00/00:00

T3
1 ao 3 dia: 25 mcg
4 ao 9 dia: 50 mcg
10 ao 20 dia: 75 mcg
21 ao 26 dia: 50 mcg
27 ao 31 dia: 25 mcg
32 ao 35 dia: 12,5 mcg 3
===================================================

1-8 Enantato de testosterona  500mg por semana, aplicando 1mL seg e um mL quinta
1-5 Oxandrolona 2caps de 8 em 8 horas
6-10  Stanozolol aplicando 2mL dia sim dia nao
Anastrozol-1mg dia sim dia nao o ciclo todo pra bloquear estrogenio e deixar a testo livre.

Voce precisará de:

2 bujoes de enantato 250mg                           GC
1 bujão de stano 30mL e 50mg por mL          GC
1pote de oxandrolonal 250caps caps 10mg    GC
Anastrozol-60caps 1mg -                               GC
TPC completa                                                GC                         


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BULK QUALITY

1-10 cipionatode testosterona ( testoland ) 600mg por semana em duas aplicações
1-8 Deca 400mg por semana aplicando junto com o cipio
8-12 trembo life 1mL dsdn
8-12 Stanozolol 2mL dia sim dia nao

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1-6 Calestreme 2mL dia sim dia nao contando fim de semana
1-6 stanozolol 2mL dia sim dia nao tbm ate nos fim de semana

TPC com terapia de SERMS inicia 2 dias depois da ultima aplicaçao de calestreme:

dias 1 a 14 = 100mg de clomid(clomifeno) + 40mg de tamoxifeno por dia
dias 15 a 28 = 50mg de clomid(clomifeno) + 20mg de tamoxifeno por dia  

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 Cuidado, estes ciclos sao apenas dicas pra profissionais, não é apologia.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Manifesto Cardio

O trabalho cardiovascular (Cardio) é uma ferramenta multifacetada. Ele melhora a saúde e o condicionamento aeróbico, ajuda na recuperação do treinamento com pesos e na queima de gorduras.

Este artigo irá explorar esse último benefício, a perda de gordura. Vamos abordar os diferentes tipos de Cardio e também como e quando implementá-los, a fim de queimar mais gorduras, mantendo o máximo de músculo.

Então amarre o seu cadarço e vamos começar.

Calorias que entram x Calorias que saem


Cardio queima calorias (esperemos que de gordura) e é ideal que seja combinado com uma dieta inteligente para criar um “balanço negativo de calorias”, de modo que haja perda de gordura e manutenção dos músculos.

A velha máxima “Calorias que entram x Calorias que saem” é geralmente discutida em relação às dietas, mas apesar do que alguns gurus do  “Crtl C + Ctrl V” dizem, você não pode simplesmente passar fome para conseguir um shape de competição.

Certamente, você consegue perder uma grande quantidade de gordura apenas com dieta, mas se você deseja obter um físico realmente ideal, você vai ter que suar a camisa também. Ficar sentado no sofá jogando PlayStation enquanto  toma suco de laranja e come capim o dia todo, não o levará ao círculo dos vencedores.

Tipos de Cardio


O modo efetivo de atividade pode variar muito (natação, esteira, bicicleta, step machine, etc.), mas é a intensidade que diferencia os tipos de Cardio. Geralmente, existem três níveis de intensidade (alto, moderado e baixo), normalmente especificados pela freqüência cardíaca (em batimentos por minuto).

Uma fórmula simples é subtrair sua idade (em anos) de 220, sendo que esse número representa a sua freqüência cardíaca máxima. Então, se você tem 25 anos de idade, sua freqüência cardíaca máxima seria 195 (220-25 = 195).

A maioria define “intensidade moderada” como cerca de 65 a 70% do valor máximo. Então, para o nosso exemplo de 25 anos de idade, multiplique 195 por 0,65 para obter a taxa moderada, resultando em aproximadamente 127 batimentos por minuto. Setenta por cento seria mais ou menos 137 (195 multiplicado por 0,7). Portanto, para que se trabalhe em intensidade moderada, independente do exercício que escolher (esteira, bike, elíptico, etc.), esse carinha de 25 anos teria que manter sua freqüência cardíaca entre 127 e 137 batimentos por minuto.

Para a maioria, isso é equivalente a uma corrida “boa”, onde você sua um pouco e treina relativamente duro, mas ainda consegue manter uma conversinha com a pessoa a seu lado (isso se você for do tipo “maritaca de academia”).

“Baixa intensidade” é geralmente definida como qualquer coisa menor que 65% – alguns facilitarão dizendo “qualquer coisa abaixo de 130 batimentos por minuto”. Novamente, com um pouco de matemática, para o nosso exemplo de 25 anos de idade, multiplique 195 por 0,65 para chegar a 127, para baixa intensidade. Então, basta manter a frequência cardíaca abaixo desse número.

A alta intensidade pode variar um pouco. Oitenta a 85% é uma faixa comum, mas para o treinamento de alta intensidade intervalado, a freqüência cardíaca normalmente não é muito utilizada.

Normalmente se tem períodos de sprint máximo (perto da frequência máxima, embora você provavelmente nunca a alcance) combinado com períodos de intensidade mais moderada (embora, provavelmente, ainda pareça que seu coração está prestes a pular para fora de seu peito). Um método que eu gosto de usar é, depois de um aquecimento geral, fazer intervalos de sprint máximo por cerca de 15 segundos e, em seguida, fazer 45 segundos a um ritmo moderado. Repete-se este sistema, sem pausas entre eles por dez a vinte vezes, e depois desacelere.

Nota:
Conforme o seu condicionamento melhora, ficará mais trabalhoso ou mais difícil obter sua freqüência cardíaca alvo. Se você não tem o costume de fazer Cardio, sua freqüência alvo pode ser atingida apenas com uma caminhada rápida em uma esteira a uma velocidade relativamente baixa. Mas com dieta específica e condicionando-se por um mês ou dois, talvez necessite uma velocidade maior ou alguma inclinação na esteira para atingir o mesmo número. Isso é uma coisa boa! Significa que você está ficando cada vez mais em forma. Você tem que treinar mais para obter sua freqüência cardíaca alvo.

Ok, mas então, qual eu faço?


Simplificando, a intensidade do Cardio deve corresponder a sua ingestão de carboidratos. Se você está consumindo uma grande quantidade de carboidratos em sua dieta, mesmo que este número esteja ajustado para perda de gordura, a alta intensidade é o caminho. Mas cuidado, Cardio de alta intensidade pode esgotar sua energia e interferir no treino e na recuperação, mesmo com uma maior ingestão de carboidratos. Por isso, limite o trabalho de alta intensidade a três ou quatro sessões por semana.

Se precisar de mais Cardio do que isso, faça um balanço entre intensidade baixa e moderada. Eu normalmente recomendo que se comece com duas ou três sessões de alta por semana, e uma ou duas sessões de moderada.

Por outro lado, se a sua ingestão de carboidratos é muito baixa (talvez você tenha problemas de sensibilidade à insulina e precise seguir um plano de cetogênica para perder gordura), esqueça a idéia da alta intensidade. Você corre o risco de catabolismo muscular com ela, então, fique com baixa a moderada intensidade de trabalho cardiovascular.

Para se executar Cardio de alta intensidade é exigido o glicogênio, e, sem ele (como quando em uma dieta restrita em carboidratos), o corpo irá fornecer a si próprio, ou seja, a massa muscular. Em outras palavras, você vai comer o seu próprio músculo para o fornecimento de energia no Cardio de alta intensidade. O que não queremos de forma alguma.

De vez em quando eu recomendo um trabalho de alta intensidade em uma dieta Low Carb, mas isso é muito raro e só depois que as outras opções não conseguiram livrá-los da sua “gordura teimosa”. Não assuma imediatamente você é um desses com genética “diferente”. Atenha-se às recomendações básicas primeiro.

Quando fazer Cardio?
 
Este é um tema um tanto controverso. Há muitos defensores firmes do “de manhã em jejum”, assim como os muitos crentes fervorosos do “o horário realmente não importa.”

Na minha experiência de trabalho com centenas de atletas ao longo dos anos, descobri que o Cardio pela manhã em jejum prevê melhores resultados do que Cardio realizado em outros momentos. Isso não quer dizer que, se as suas manhãs são muito ocupadas e você não pode fazer Cardio, você não ficará trincado. Certamente você pode ficar, mas se você tem a opção de fazer Cardio pela manhã ou ao final do dia, eu definitivamente optaria pela primeira.

Alguns podem argumentar sobre a perda potencial de músculos com Cardio em jejum, mas se a dieta estiver adequada, as chances de catabolismo são muito baixas. Se o corpo humano fosse tão frágil a ponto de perder massa muscular fazendo alguma atividade física antes de comer, nós nunca teríamos sobrevivido como espécie.

Aqui estão as minhas principais razões para fazer Cardio manhã:
  • Depois de uma noite em jejum, seu corpo está com os níveis de glicogênio exauridos e os níveis de insulina baixos, portanto, a gordura será a fonte combustível primária para o exercício cardiovascular (pelo menos nos de  baixa a moderada intensidade).
  • Cardio pela manhã é uma ótima maneira de começar o dia. Ele libera endorfinas que fazem você se sentir melhor fisicamente e mentalmente.
  • Executar o Cardio primeiro faz com que seja menos provável que você o “pule” mais tarde.
  • Cardio pela manhã (especialmente o de alta intensidade) aumenta o seu metabolismo por horas depois, o que faz com que você queime calorias não só pelo período que você estiver na esteira (por exemplo), mas sim por todo o tempo, mesmo em repouso.
Como dito, você ainda pode queimar gordura fazendo Cardio em outros momentos do dia, se sua agenda ou temperamento não o permitem fazê-lo pela manhã em jejum. O fator mais importante é o Cardio feito, qualquer que seja a hora do dia.

Outro bom momento para fazer Cardio é o pós-treino, antes da sua refeição pós-treino. Você está esgotado de glicogênio, sendo assim, a queima de gordura será otimizada. Além deste, outro bom momento é à noite, após a redução gradual na ingestão de carboidratos. Isto pode ser entre as refeições ou mesmo após a sua última refeição do dia, embora alguns achem que ir dormir depois de fazer Cardio (e sem comer) um problema. Cabe a você decidir.

Suplementos Pré Cardio

Como eu não sou um grande fã de comer antes do Cardio, eu gosto de usar suplementos de forma criteriosa. Um bom termogênico tomado meia hora antes do Cardio, ou mesmo do treino com pesos não só ajudará a liberar ácidos graxos para serem utilizados como combustível, mas também irá motivá-lo para a sessão, suprimindo o apetite.


E quanto a outros tipos de exercícios aeróbicos?

A mudança na modalidade irá ajudar a evitar que o exercício se torne muito chato. Eles também têm grandes benefícios em relação à recuperação e GPP (preparação física geral). Basta ter em mente os valores de frequência cardíaca discutidos anteriormente e utilizar a mais acertada para a configuração da sua dieta particular.

Quanto de Cardio eu preciso?

O mínimo necessário! Sempre comece com uma quantidade moderada (talvez três sessões por semana, 25-30 minutos cada). Monitore sua perda de gordura (e manutenção muscular) semana após semana. Quando as coisas começarem a estabilizar, considere a possibilidade de mudar sua dieta e / ou aumentar o Cardio um pouco.

Por “um pouco” eu quero dizer a adição de uma ou duas sessões por semana (talvez 4 a 5 sessões de 30 minutos), e não duas horas por dia, sete dias por semana. O problema de avançar demais com Cardio de uma só vez é que você não deixa nenhuma carta na manga para quando você estagnar.

Depois de bater sete sessões de 30 minutos por semana, procure aumentar a duração em 5 a 10 minutos de cada vez, ficando, assim, sete sessões de 35 a 40 minutos, dependendo de seus objetivos, cronograma e metabolismo.

Mas como saber se estou fazendo “demais”?

 
 
Dar “passos de tartaruga” é uma boa maneira de garantir que você obtenha o maior retorno com Cardio. O quanto você pode eventualmente trabalhar, depende de seus objetivos, cronograma e metabolismo, mas eu geralmente não recomendo muito mais do que uma hora por dia, a menos que esteja nas últimas semanas de preparação para competição e seja necessário mais Cardio para retirar os últimos resquícios daquela gordura teimosa.

Eu até tenho alunos que fazem por duas ou até três horas por dia (todos de baixa intensidade), mas esses casos são raros. Seria melhor apenas manter-se em dieta por mais tempo e com menos Cardio do que estressar demais o corpo, arriscando possível catabolismo e desgaste mental. Lembre-se que a dieta é fundamental e precisa ser configurada corretamente também.

NOTA:
Não basta aumentar o Cardio enquanto progride na sua dieta – deve-se também diminuir as calorias (normalmente de carboidratos e gordura).

Idealmente, eu gostaria de ter atletas em pre contest praticamente prontos cerca de duas semanas antes da competição, assim, poderia reduzir o Cardio um pouco e deixar o corpo descansar e recuperar-se para o show. Você quer parecer bem e saudável no palco, e não abatido, como se tivesse acabado de correr uma maratona.

E se o meu principal objetivo é aumento de força e massa muscular?


Cardio  em “off-season” deve ser relativamente mínimo. Cerca de três a quatro sessões por semana, 20-30 minutos cada uma é suficiente. Mantenha a intensidade moderada, mas uma sessão de alta intensidade por semana seria uma boa idéia. Tente encaixar o Cardio em off-season nos dias sem treino com pesos, ou, pelo menos, em horários separados por 6 a 8 horas.

Associado a uma dieta sólida, isto é geralmente suficiente para mantê-lo condicionado e com o apetite alto, propiciando, também, uma recuperação ativa do treinamento.

Exemplos de treino para Off-season


(seria algo mais ou menos assim)

Para treinos ABC:
Segunda-feira: Parte superior do corpo (Supino como base). Sem Cardio.
Terça-feira:
Dia de descanso. Cardio de baixa a moderada intensidade (restauração e queima de gordura).
Quarta-feira:
Parte inferior do corpo (Agachamento como base). Sem Cardio.
Quinta-feira:
Dia de descanso. Cardio de alta intensidade intervalado (queima de gordura e condicionamento).
Sexta-feira:
Parte Superior do corpo (Levantamento Terra como base) Sem Cardio.
Sábado:
Dia de descanso. Cardio de baixa a moderada intensidade (restauração e queima de gordura).
Domingo:
Trabalho acessório. Cardio de baixa a moderada intensidade (restauração e queima de gordura).

Para treinos ABCDE:
Segunda-feira: Treino de Costas (Levantamento Terra como base). Sem Cardio.
Terça-feira:
Cardio de baixa a moderada intensidade (restauração e queima de gordura) pela manhã em jejum – Treino de Ombros à noite.
Quarta-feira:
Treino de Pernas (Agachamento como base). Sem Cardio.
Quinta-feira:
Cardio de alta intensidade intervalado (queima de gordura e condicionamento) pela manhã em jejum – Treino de Braços à noite.
Sexta-feira:
Treino de Peito (Supino como base) Sem Cardio.
Sábado:
Dia de descanso. Cardio de baixa a moderada intensidade (restauração e queima de gordura).


Breve Nota


Assim como a dieta, o trabalho cardiovascular não deve ser tratado como “receita de bolo”. Ele precisa ser personalizado para sua situação específica, bem como monitorado e ajustado à medida de seu progresso. Atenha-se aos princípios acima e você estará bem encaminhado rumo à vitória.

sábado, 3 de setembro de 2011

Pró-Hormonais: Valem a pena ?


Os pró-hormonios, de uma forma simplificada, são substâncias que quando metabolizadas pelo nosso corpo se transformam em esteróides anabolizantes ativos.
O objetivo inicial dos pró-hormonios era criar uma substância que gerasse os efeitos de esteróides anabolizantes, mas sem os problemas legais. Nos Estados Unidos, posse e venda de substâncias como os esteróides anabolizantes são puníveis com prisão.  Pró-hormônios não são esteróides anabolizantes até que são metabolizados pelo nosso corpo, portanto podem ser vendidos sem infringir nenhuma lei.
No Brasil esta categoria de produtos virou modinha, o problema é que muitas pessoas consomem estes produtos sem entender que de fato eles são esteróides anabolizantes disfarçados e que apresentam os mesmos efeitos colaterais, principalmente para quem está na adolescência, que arrisco a dizer, é a faixa etária que mais busca este tipo de produto.
Pró-hormonais como M-Drol, H-Drol, Decafire e outros, não são suplementos e o seu uso não pode ser indiscriminado e algumas pessoas tomam estes produtos como se fosse creatina ou BCAA.

É seguro usar Pró-Hormônios ?

Pró-hormônios são tão seguros quanto esteróides anabolizantes, independente do que o vendedor tente lhe dizer.  Se você compreende isso, tudo bem. Mas não se engane achando que só porque o pote é bonitinho eles não são esteróides anabolizantes.
Pró-hormônios são vendidos em comprimidos, consequentemente quando ingeridos são metabolizados pelo fígado o que pode alterar as funções hepáticas, da mesma forma ou até pior do que com os esteróides anabolizantes orais. Danos ao fígado é só um dos efeitos colaterais, outros como queda de cabelo, queda no desejo sexual, ginecomastia  e aumento da pressão arterial também podem acontecer.

Vale a pena usar Pró-Hormônios ?

O objetivo inicial dos pró-hormônios foi muito inteligente: criar uma substância “legalizada” que  quando ingerida se transformasse em anabolizante e produzisse os mesmos efeitos desejados que os esteróides anabolizantes originais. Se fosse assim seria ótimo, mas nada no mundo é perfeito.
Os efeitos gerados pelos pró-hormônios são em sua maioria inferiores quando comparados com os esteróides anabolizantes, mas não podemos dizer o mesmo quanto aos efeitos coletarais, que podem ser piores que os próprios esteróides anabolizantes. Vários esteróides injetáveis produzem menos efeitos colaterais(e mais resultados) e não são metabolizados pelo fígado, já os pró-hormônios são orais.
O preço também não é o seu ponto forte, estes produtos chegam no Brasil custando o dobro(ou mais) do seu preço original, muitas vezes custando mais que esteróides anabolizantes. Não esquecendo que com o uso de pró-hormônios, assim como os esteróides anabolizantes, é necessário fazer o uso de produtos que acelerem e façam retornar a produção natural de hormônios do corpo(TPC – Terapia Pós Ciclo), que podem ficar debilitados durante o uso destas substâncias. E não vamos esquecer dos exames pré e pós ciclo, se você for uma pessoa com bom senso suficiente para fazê-los.

Conclusão

Vale a pena comprar um produto com custo x benefício ruim, com efeitos colaterais semelhantes ou até piores que os esteróides anabolizantes e que ainda não produzem os mesmos efeitos desejados ?

Referências:

http://www.t-nation.com
http://www.muscleandstrength.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Você confia nos rótulos dos suplementos?

Sempre que vamos comprar suplementos, um dos fatores determinantes na escolha do produto é o rótulo. Mas será que todos os fabricantes realmente dizem a verdade? Será que o que está escrito ali realmente está dentro do pote? A revista Pro Teste, em sua edição de agosto/2009, promoveu a análise de dez suplementos. Cinco deles são do tipo compensadores e os outros cinco do tipo protéicos.

Os resultados são preocupantes: nem todos os suplementos estão em acordo com o que dizem nas embalagens. Alguns apresentam subdosagem, outros apresentam um alto teor de gorduras (quase a necessidade diária de uma pessoa) e até mesmo um caso de fráude foi encontrado (o rótulo dizia conter determinado tipo de proteína, mas na verdade não continha).

O ideal seria testar um maior número de suplementos, mas como o custo para isso é relativamente alto, sempre procure referências sobre os produtos e só compre marcas que são realmente confiáveis.